28/05/2015

[Resenha] O Rouxinol – The Nightingale – Kristin Hannah

Oiii Pessoas!

Interessei-me por O Rouxinol (The Nightingale) quando descobri que ele iria virar filme pela TriStar Pictures. Curioso até, porque eu dificilmente gosto das adaptações literárias para cinema (…como todo leitor). Quando pesquisei mais um pouco, descobri que esse livro foi um mega sucesso lá fora e tals, então, claro, eu fiquei mais curiosa ainda e comprei o e-book em inglês.

The Nightingale

Meu Rouxinol particular! rsrsrs *-*

 Sinopse:

No amor descobrimos quem queremos ser.

Na guerra descobrimos quem somos.

França, 1939:

No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes.

Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva.

Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.

Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte.

Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.

Começamos a história em 1995, com uma senhora beirando o fim de sua vida (pelo menos é assim que ela se sente), mudando-se de sua casa para um lar de idosos. Sem muito futuro à frente, ela começa a olhar para trás, para o passado, levando-nos com ela através de sua história de vida na França, logo antes da guerra mudar a sua vida para sempre.

reading budies

Os flashbacks do livro são focados em duas irmãs: Vianne a mais velha, e certinha, e Isabelle mais jovem e rebelde. Vianne vive no campo com seu marido, Antoine, por quem é apaixonada desde que tinha quatorze anos e sua filhinha, Sophie.

Longe dali, a irmã mais nova de Vianne, Isabelle está em um internato para jovens francesas, o qual ela odeia. Quando a guerra chega, porém, ela acaba voltando para Paris, para a casa de seu pai com quem não se dá nada bem. Ele por sua vez, a envia para a casa da irmã mais velha.

 

“Oh, pelo amor de Deus, Isabelle. Paris está invadida. Os nazistas controlam a cidade. O que é que uma menina de dezoito anos de idade pode fazer a respeito disso? “

O que, de fato?! Foi a mesma pergunta que eu me fiz.

Se você parar para pensar nisso, é realmente desesperador. Tendo nascido em tempos de “paz” (nosso pais pelo menos não tem brigado com ninguém…) é realmente complicado até tentar me colocar no lugar dessas duas mulheres que se veem praticamente sozinhas em tempos tão difíceis. Demorei um pouco pra tentar entender qual seria o foco principal do livro, até entender que não temos apenas um. Inicialmente achei que O Rouxinol trataria simplesmente do amor nos tempos da guerra, visto que as personagens principais são duas mulheres, mas não. Pelo menos não é apenas isso.

Encontramos sim histórias de amor em O Rouxinol, mas não é exatamente sobre isso que se trata o livro. Ele vai além e fala sobre as mulheres em geral nos tempos da segunda guerra. Acabamos tendo um relato abrangente de como era a vida durante a ocupação nazista na França e o que isso significava para todas as esposas, filhas e viúvas deixadas para trás. Conhecemos as mulheres forçadas a abrigar soldados nazistas, as que são manipuladas a trair seus amigos, as que desejam poder lutar por seu país e as mulheres que secretamente o fazem. Mas a história principal, como eu disse lá em cima, foca nas duas irmãs que estão tentando sobreviver em tempos de guerra.

“No silêncio entre eles, ela ouviu um sapo coaxar e a vibração das folhas em uma brisa com aroma de jasmim acima de suas cabeças. Um rouxinol cantou uma música triste e solitária.”

Vianne tem sua vida transformada quando Antoine é convocado para lutar na 2ª Guerra Mundial. O carteiro se torna soldado do dia para a noite quando é enviado para o front, deixando-a para trás sem saber o que o futuro lhe traria. Ela deve lidar agora com sua irmã mais nova, jovem e rebelde e o soldado nazista que vivem em sua casa, e ao mesmo tempo, certificar-se de que sua filha não morra de fome.

Já Isabelle é uma daquelas personagens insuportáveis que também inspiram compaixão. O mais legal sobre ela, porém, é o seu crescimento. Ela começa aos 18 anos de idade, uma menina ingênua dada a se apaixonar por rapazes bonitos instantaneamente, e que mais tarde, se transforma em uma mulher sábia e vivida. Eu amei a forma como ela foi retratada.

“Naquela manhã fria de outubro sua vida iria mudar. Assim que embarcou no trem, pela manhã … ela não seria mais a garota da livraria …

A partir de agora, ela era Juliette Gervaise, codinome Nightingale.”

Falando sobre se apaixonar, logo no início, este livro nos dá um monte de pistas falsas. Quando Isabelle se apaixona instantaneamente por Gaetan, eu revirei os olhos e pensei “Ah, tá! É sobre isso que o livro se trata.” Mas não, essa não é toda a história, porém a partir daí iremos perceber que Isabelle tem muito ainda o que aprender.

E também é incrivelmente triste e comovente em várias partes, como um livro sobre a guerra geralmente é. Crianças em tempo de guerra são forçadas a crescer rápido, a fim de sobreviver. Aqui temos noção de como os nazistas assumiram as vidas do povo francês. Como a invasão foi sutil, manipuladora e construída sobre o medo. Eles gradualmente causaram divisões no meio das comunidades, assustando as pessoas a ponto delas se verem obrigadas a traírem seus amigos.

O Rouxinol

A capa nacional igualmente linda a original.

Claro que não sei dizer exatamente onde os fatos reais terminam e os fictícios começam, mas a narrativa é tão envolvente que é possível se deixar acreditar que em algum momento da história mulheres como as duas irmãs realmente existiram.

Pra mim foi muito fácil cair de amores pela história das corajosas mulheres, sofrer e torcer por elas durante todo o seu árduo caminho. Passei o capitulo final inteiro com lágrimas nos olhos. É um livro simplesmente incrível. Mais do que recomendo a leitura e estarei na estreia da adaptação para o cinema sem dúvida. 😍

 O Rouxinol (The Nightingale)

Kristin Hannah

Editora Arqueiro (no Brasil)

Classificação: ★★★★ (4)

Se emocionou e ficou com vontade de ler? Tem O Rouxinol, em português, aqui:

  supermercado extra

 

E você, é fã da Kristin Hannah? Conta pra gente.

Bjos 1000!

Jaque

Jaque

Carioca, casada e apaixonada por livros. Lê de tudo, mas prefere romances.Totalmente Disney Freak, ama tudo que a Disney produz. O apertamento onde mora quase não comporta o tamanho do amor pelos livros (agora compra mais e-books), até porque, metade de mim ama ler e a outra metade está ali com um livro na mão.

"...as lost as Alice as mad as the Hatter"
Jaque

10 Comentários

    • Jaque
      Jaque says:

      Oiii Fabiana!
      Fico muito feliz que você tenha gostado da resenha. Esse livro é realmente incrível.

      Bjos 1000!

  1. Amanda says:

    Já li vários livros dela, e quero tanto esse, você sabe quando que vai sair em português?
    fiquei mais interessada ainda em ler depois da sua resenha

    • Jaque
      Jaque says:

      Oiii Amanda!
      Legal você já conhecer essa autora, acredito que você vá gostar muito desse aqui. Eu que não era fã dela passei a ser depois de The Nightingale e olha que esse foi o primeiro e único (até agora) livro dela que eu li.
      Infelizmente ainda não temos informações sobre a publicação dele aqui no Brasil. Mas pode deixar que a gente posta aqui assim que soubermos.
      Bjos 1000!

    • Jaque
      Jaque says:

      Oiii Everton!
      Esse livro também me surpreendeu muito. Como se trata de guerra, não sei, esperava algo mais brutal. Imagina a surpresa super agradável que tive quando me deparei com essa narrativa tão envolvente?! Resultado, virei fã. rsrsrs
      Muito obrigada, pelos elogios.
      Fico super feliz por você ter gostado da resenha.
      Bjos 1000!

  2. Gica Matos says:

    Terminei agora!
    E estu com aquele vazio sinistro todas as vezes que termino um livro especial.
    Amei a sua resenha. Foi exatamente assim.que eu fiquei.
    Torcendo por elas o tempo todo. Chorando, nervosa,dizendo vários “ufa” em pensamento. ..

    Incrível. Demais. Triste. Emocionante.

    Não me arrependendo de ter ido busca-lo sem ao menos ter recomendação.

    • Jaque
      Jaque says:

      Oiii Gica!!!
      A ressaca literária desse livro é terrível né?! Ao mesmo tempo que a gente gosta, acaba sofrendo horrores com o final…
      Fico super feliz por você ter gostado do livro e mais feliz ainda por você ter gostado da resenha.
      Obrigada por ter parado aqui e me dito o que você achou. Amei!
      Bjos 1000!

Deixe um Comentário